17.4.11

Pode me considerar uma criança então:

Porque eu não presto atenção em nada que seja feito pra chamar a minha atenção. Vou atrás do que desperta interesse em mim por vias naturais. Tente forçar algo comigo, e verá a minha indiferença corroer a sua vontade de impressionar-me.

Eu assumo, preciso de ajuda. Estou te pedindo. Mas é como se estivesse sendo ignorado porque você aprendeu a ser assim com todos. Família e amigos. Conhecidos. Anônimos que simplesmente esbarram em você nas ruas. Todos reforçam e enraízam em sua mente as idéias que você considera certas e assim, as minhas são descartadas. Elas nem mesmo têm chance de serem examinadas, quiçá aceitas e absorvidas. Por que ninguém aceita que pode estar errado em seus conceitos mais íntimos ??

E se eu estiver errado, tudo bem. Eu aceito. Mas aí quero que você me mostre como e porquê estou errado. Acusar é fácil, e acusar sem provas é mentir. Você pode ter certeza de algo que não tem como provar, assim como psicopatas assassinos em série têm certeza de que não fizeram nada de errado. Apenas seguiram seus instintos e fizeram o que achavam que era o certo, mesmo que não tenham aprendido nada disso com “os outros”.

Mas pelo menos agora estou mais calmo XD



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P.S.: Sim, como tantos outros, esse texto não tem final. Vou lhes dizer porquê, afinal de contas. Muitos [mas não todos, obviamente] dos meus textos, líricos ou não, são resultantes de debates. Que vão de conversas com bons amigos [ou com os melhores amigos] a discussões civilizadas. Quando acaba, em respeito ao outro lado, acabo aqui também. Até termino localmente, mas quando subo pro blog, deixo do jeito que o momento foi: entre o que me fez ter vontade de começar e o esclarecimento. Porque, sabem, eu vivo a base de esclarecimentos. Acho que esse tipo de pessoalidade tem que aparecer aqui, mesmo que eu tente deixar o blog o menos pessoal possível. Mas talvez assim ele fique mais pessoal do que nunca... Sei lá.

respostas:

Tinha achado o texto anterior lindo... até ler este